Relógio de ponto com reconhecimento facial: como funciona e quais as vantagens para empresas

A evolução dos sistemas de gestão de jornada trouxe novas possibilidades para empresas que desejam registrar os horários dos colaboradores com mais agilidade e organização. Entre as tecnologias que ganharam espaço está o relógio de ponto com reconhecimento facial, que permite identificar o trabalhador por características biométricas do rosto e realizar a marcação sem depender de cartões ou da digitação de senhas.

Para empresários e profissionais de recursos humanos, entretanto, escolher um equipamento não deve ser uma decisão baseada apenas na praticidade. O registro eletrônico de jornada está relacionado às obrigações trabalhistas da organização e precisa considerar as regras aplicáveis, especialmente a CLT e a regulamentação do Ministério do Trabalho e Emprego.

Há ainda outro ponto relevante: a biometria facial envolve dados pessoais sensíveis nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados. Dessa forma, a implantação precisa combinar tecnologia, conformidade e procedimentos internos adequados.

O que é um relógio de ponto com reconhecimento facial?

O relógio de ponto com reconhecimento facial utiliza tecnologia biométrica para identificar o funcionário no momento da marcação. Em vez de apresentar um cartão ou posicionar o dedo sobre um leitor, o trabalhador se apresenta diante do equipamento para que sua identidade seja verificada.

Após a identificação, a marcação é processada conforme a solução utilizada pela empresa. A principal diferença em relação aos métodos convencionais está justamente na forma de autenticação do usuário.

Como as características biométricas estão associadas ao próprio indivíduo, não existe a mesma dependência de objetos físicos que podem ser esquecidos, perdidos ou emprestados.

Como o reconhecimento facial funciona na prática?

Antes da utilização cotidiana, é necessário realizar o cadastramento do usuário de acordo com os procedimentos do sistema. A solução processa características biométricas que posteriormente serão utilizadas para verificar a identidade apresentada no momento da marcação.

Quando o funcionário se posiciona diante do equipamento, o sistema realiza a comparação necessária para identificar o usuário. Se a autenticação for concluída corretamente, o registro da jornada pode ser efetuado.

O funcionamento específico varia conforme fabricante, modelo e tecnologia utilizada. Por isso, fatores como capacidade de usuários, desempenho, condições do ambiente e integração com o software de gestão devem ser avaliados antes da compra.

Quais as vantagens do reconhecimento facial para a empresa?

Uma vantagem bastante evidente é a praticidade. O funcionário não precisa carregar uma credencial específica apenas para registrar sua jornada, diminuindo problemas relacionados a cartões esquecidos ou danificados.

A velocidade de identificação também pode beneficiar ambientes com grande fluxo de pessoas. Em empresas nas quais muitos funcionários iniciam o turno aproximadamente no mesmo horário, alguns segundos economizados em cada autenticação podem contribuir para reduzir filas diante dos equipamentos.

Além disso, a identificação biométrica dificulta situações nas quais uma pessoa tenta realizar a marcação utilizando a credencial física de outra.

Reconhecimento facial pode ajudar a evitar marcações por terceiros?

Um dos problemas dos sistemas baseados exclusivamente em cartões ou senhas é a possibilidade de compartilhamento da credencial. Um trabalhador pode entregar o cartão a outra pessoa ou revelar sua senha, comprometendo a confiabilidade do processo.

A autenticação biométrica cria uma barreira adicional porque a identificação está relacionada às características do próprio usuário.

Isso não significa que qualquer equipamento biométrico seja automaticamente infalível. A qualidade da tecnologia, a configuração e os procedimentos adotados pela empresa continuam sendo importantes para a confiabilidade do sistema.

O que a CLT determina sobre o controle de ponto?

O artigo 74 da Consolidação das Leis do Trabalho estabelece a obrigatoriedade da anotação dos horários de entrada e saída para estabelecimentos com mais de 20 trabalhadores, admitindo os meios manual, mecânico ou eletrônico, conforme as regras aplicáveis.

Para empresas que adotam registro eletrônico, também é necessário observar a regulamentação específica do Ministério do Trabalho e Emprego.

Isso significa que possuir reconhecimento facial não é suficiente para determinar se uma solução está adequada. A empresa deve avaliar o sistema de registro eletrônico como um todo e sua conformidade com os requisitos aplicáveis.

O que a Portaria 671 estabelece sobre o ponto eletrônico?

A Portaria MTP nº 671/2021 regulamenta diferentes aspectos do registro eletrônico de ponto e prevê modalidades como o Registrador Eletrônico de Ponto Convencional (REP-C), Alternativo (REP-A) e via Programa (REP-P), cada uma submetida às condições previstas na regulamentação.

A norma também estabelece requisitos relacionados aos registros e aos arquivos gerados pelo sistema.

Por isso, ao escolher um relógio de ponto com reconhecimento facial, o empresário precisa verificar não apenas as características comerciais apresentadas pelo fabricante, mas também a adequação da solução ao modelo de registro que será adotado pela organização.

Reconhecimento facial e LGPD: qual é a relação?

Esse é um dos pontos mais importantes para empresas que pretendem implementar a tecnologia. A LGPD classifica como dado pessoal sensível o dado biométrico quando vinculado a uma pessoa natural.

Consequentemente, o tratamento dessas informações exige cuidados específicos. A organização precisa identificar a hipótese legal adequada, determinar claramente a finalidade do tratamento e adotar medidas capazes de proteger os dados contra acessos não autorizados e situações acidentais ou ilícitas.

A implantação também deve respeitar princípios previstos na legislação, incluindo necessidade, finalidade, adequação, segurança e prevenção.

A empresa pode coletar qualquer informação biométrica?

A disponibilidade de uma tecnologia não significa que a empresa possa coletar dados sem critérios. A LGPD estabelece que o tratamento precisa estar relacionado a finalidades determinadas e observar os requisitos previstos pela legislação.

Por isso, o projeto deve avaliar quais informações são realmente necessárias para alcançar o objetivo pretendido.

Também é importante entender como o fornecedor trata os dados, onde as informações ficam armazenadas, quais mecanismos de proteção são utilizados e quais pessoas possuem privilégios administrativos sobre o sistema.

Onde o relógio facial pode ser utilizado?

A tecnologia pode ser interessante para indústrias, hospitais, escritórios, empresas de serviços, redes varejistas, centros logísticos e diversos outros ambientes.

A escolha depende muito mais das características da operação do que do segmento isoladamente. Quantidade de funcionários, formação de filas nos horários de troca de turno e infraestrutura disponível são alguns fatores que precisam entrar na análise.

Empresas com centenas de funcionários, por exemplo, podem precisar de vários equipamentos posicionados estrategicamente para distribuir o fluxo de marcações.

O ambiente interfere no reconhecimento?

A instalação adequada é importante para o desempenho de qualquer equipamento biométrico. Iluminação, posicionamento e características físicas do local podem interferir na experiência de utilização dependendo da tecnologia adotada.

Por isso, simplesmente comprar o equipamento e instalá-lo no primeiro espaço disponível pode não produzir o melhor resultado.

Uma avaliação técnica permite definir locais mais adequados e verificar questões relacionadas à alimentação elétrica, rede, altura de instalação e fluxo dos trabalhadores.

Integração com o software facilita a rotina do RH

O equipamento é apenas uma parte da estrutura de gestão da jornada. Depois que as marcações são realizadas, o departamento responsável precisa transformar os registros em informações úteis para administrar a rotina trabalhista.

Sistemas de gestão permitem acompanhar marcações, identificar ocorrências, gerar relatórios e preparar informações para outras etapas administrativas.

Uma boa integração reduz tarefas manuais e evita que o RH precise transferir repetidamente dados entre diferentes ferramentas.

Manutenção preventiva também deve ser considerada

Assim como qualquer equipamento eletrônico utilizado diariamente, o relógio de ponto precisa de acompanhamento técnico. Falhas no dispositivo podem provocar filas, dificultar marcações e gerar trabalho adicional para o departamento pessoal.

A manutenção preventiva ajuda a identificar problemas antes que eles causem uma interrupção significativa da operação. Também é importante manter os sistemas adequadamente configurados e acompanhar atualizações pertinentes às soluções utilizadas.

Para empresas com grande quantidade de funcionários, a disponibilidade dos equipamentos se torna ainda mais relevante.

Como escolher um relógio de ponto com reconhecimento facial?

A decisão deve considerar capacidade de usuários, velocidade de identificação, compatibilidade com o sistema de gestão, infraestrutura necessária e suporte oferecido pelo fornecedor.

Também é importante avaliar a conformidade da solução com as regras aplicáveis ao registro eletrônico e os mecanismos utilizados para proteger informações biométricas.

Preço, isoladamente, não deveria ser o principal critério. Um equipamento barato que apresente instabilidade ou dificuldades de integração pode gerar custos operacionais muito maiores posteriormente.

Estater: relógios de ponto e sistemas para empresas

A Estater oferece relógios de ponto e sistemas para organizações que desejam modernizar a gestão da jornada. Empresas interessadas em tecnologias como reconhecimento facial podem contar com orientação especializada para identificar uma solução compatível com suas necessidades operacionais.

Além do fornecimento dos equipamentos, a Estater atua com instalação, configuração, suporte e manutenção, contribuindo para que a infraestrutura continue funcionando adequadamente depois da implantação.

Para empresas do Rio de Janeiro que precisam modernizar seus equipamentos de ponto, contar com um fornecedor especializado também facilita a resolução de problemas técnicos e a manutenção ao longo da vida útil da solução.

Vale a pena investir em relógio de ponto com reconhecimento facial?

O relógio de ponto com reconhecimento facial pode trazer vantagens importantes para empresas que procuram agilizar as marcações, diminuir a dependência de cartões e modernizar o processo de identificação dos funcionários. O benefício, entretanto, depende da escolha de uma solução adequada e de uma implantação bem planejada.

Além das características do equipamento, a organização precisa considerar a CLT, a Portaria 671 e os cuidados estabelecidos pela LGPD para o tratamento de dados biométricos.

Com planejamento e o suporte da Estater, a empresa pode adotar uma solução moderna sem transformar a tecnologia em mais uma fonte de dificuldades para o RH. O objetivo deve ser justamente o contrário: tornar o registro da jornada mais confiável, organizado e eficiente.

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